Confira os ganhadores das bolsas de estudo 2011/2...
Obrigado a todos pela participação!

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05 Sep

Mais votados:

Otávio Franque

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Título do Projeto: O Sabor do Vômito
Selecionado para concorrer a uma bolsa de estudos para o ano acadêmico 2011, Curso de Design Gráfico, Escola de Arti Visive, IED São Paulo

Descrição do projeto:
O desafio de criar peças publicitárias baseadas na minha alimentação, é muito intrigante considerando a questão de auto avaliação alimentar, me questionei bastante durante este período, revi conceitos, reinventei meu modo de comer (sem exageros), mas confesso não durou muito tempo, durou o tempo exato de criação dos projetos, uma semana.
Eu sou parte de cada uma das três peças que criei. Lá estou presente nos mínimos detalhes, estrategicamente adicionados, só assim me sentiria seguro sendo Olivia, Ana Letícia e Cacau.

Não sei se a idéia na escolha do tema também envolva como conseqüência uma temporária reinvenção alimentar, mas funcionou comigo.
A Cacau é uma jovem doce, mas também pode ser muito amarga. Nunca foi uma constante, está exposta no terceiro cartaz talvez um pouco incompreendida ou exagerada, ela é do tipo que dá a sua cara a tapa (mesmo infeccionada por uma espinha).
Nunca teve tendência a engordar, e acha isso o máximo, pois se sente invejada. Nunca foi agressiva, até aquele dia. A psicóloga a alertou dizendo que nada justifica uma agressão e ela timidamente sorriu como se consentisse, mas na verdade o sorriso sem sorrir é uma velha tática de quem tem cáries a esconder.

No segundo cartaz resolvi expor o que Ana Letícia não gosta de comer. Não foi muito difícil encontrar varias opções recusadas pelo seu paladar. Na sua cesta de feiras sempre havia uma separação mental com “isso é para comer” ou “isso é para rejuvenescer”. Ana Letícia come pepino com os olhos, ela nunca os saboreou. Pode-se dizer que a personagem é uma mistura de imunidade baixa e auto estima elevada.
Quando fiz o primeiro cartaz, que fala da sensíbilidade de Olivia, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a simplicidade e a falta de cores. Fica mais fácil quando você sabe o que a sua personagem está passando, eu a criei, eu a conheço na intimidade, de certa forma ela sou eu. Olivia é o meu caso mais complexo, ela evita comer por um motivo ainda não descoberto, ela não se aceita, ela não é feliz. Em uma situação corriqueira, mas com forte teor dramático, ela poderia passar horas procurando o seu reflexo naquela colher.

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